Pelo menos 14 combatentes, incluindo iranianos, morreram neste domingo num ataque aéreo a uma base militar no centro da Síria, anunciou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

A origem do ataque, direcionado ao aeroporto militar T-4, igualmente conhecido pelo nome de Tiyas, continua desconhecida, tendo os Estados Unidos da América (EUA) já rejeitado a responsabilidade.

Forças russas, iranianas e do movimento libanês Hezbollah, aliados do regime de Bashar al-Assad, estão estacionadas nesta base, de acordo com aquele observatório citado pela France Presse.

A Rússia acusa Israel de estar por detrás do ataque, indicando que dois F-15 israelitas dispararam oito mísseis contra a base, segundo a agência noticiosa russa Interfax, que cita o ministro russo da Defesa.

De acordo com Moscovo, os dois caças israelitas atacaram a base síria a partir do espaço aéreo libanês e que o sistema aéreo defensivo sírio conseguiu abater cinco dos oito mísseis disparados.

Um porta-voz das Forças Armadas israelitas recusou comentar as acusações.

Às primeiras horas da madrugada de hoje a agência oficial de notícias do país, SANA, anunciou a existência de mortos e feridos neste ataque, mas antes tinha reportado que as suspeitas recaíam sobre os EUA, o que foi negado pelo Pentágono.

Esta agência noticiosa adiantou que oito mísseis foram lançados contra as instalações militares.

Em 18 de fevereiro, aviões israelitas atacaram este mesmo aeroporto.

Então, a agência estatal da Síria identificou o “inimigo Israel” como o responsável do ataque durante o qual um avião foi atingido pelo sistema de defesa aérea, acrescenta a agência Efe.

Hoje, o exército israelita recusou comentar se os seus aviões estão envolvidos neste ataque, na província de Homs.

O atentado à infraestrutura militar ocorreu depois de o presidente norte-americano ter condenado o alegado ataque químico à cidade de Douma, em Ghouta Oriental, perto de Damasco, que fez no sábado dezenas de vítimas.

Os Capacetes Brancos, socorristas em zonas rebeldes, um grupo rebelde e a oposição no exílio acusaram o regime sírio de ser o autor do ataque.

O governo sírio e os seus apoiantes, nomeadamente a Rússia e o Irão, desmentiram a responsabilidade das forças governamentais neste suposto ataque químico.

Entretanto, os presidentes dos EUA e da França abordaram o assunto telefonicamente e “decidiram coordenar as suas ações e iniciativas no seio do Conselho de Segurança das Nações Unidas” que deverá reunir-se nesta segunda-feira em Nova Iorque.