O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, afirmou esta segunda-feira que o adiamento de novas sanções contra a Rússia visa facilitar o êxito das negociações de paz entre governo ucraniano e separatistas pró-russos.

«A decisão sobre o tipo de sanções e as pessoas abrangidas foi tomada, mas só será publicada na segunda-feira, dando azo a que a reunião em Minsk possa decorrer e, se no fim houver um êxito, acabarem as sanções por serem revogadas por unanimidade».


Questionado sobre a possibilidade de a UE fornecer armas à Ucrânia, Machete clarificou não ter havido debate sobre essa questão na reunião desta segunda-feira dos chefes da diplomacia europeia. «Sabemos que esse debate existe, mas no conselho de ministros [da UE] não foi um tema abordado», disse.

Sobre a posição de Portugal em relação ao fornecimento de armas a Kiev, o ministro referiu haver «argumentos a favor e contra».

«Os argumentos contra são que isso eleva o nível do conflito, os argumentos a favor são que dá - teoricamente - maiores possibilidades de defesa ao exército ucraniano».


Os MNE dos 28 acrescentaram esta segunda-feira 19 novos nomes à lista de sanções contra a Rússia e separatistas ucranianos pró-Moscovo, mas esta fica congelada até segunda-feira, podendo até ser revogada.