Sete angolanos foram obrigados a regressar ao aeroporto de Luanda na primeira semana do ano, impedidos de entrar em quatro países, nomeadamente Portugal, informou hoje à Lusa fonte do Serviço de Migração e Estrangeiros (SME).

De acordo com a mesma fonte, a maior parte destes cidadãos nacionais angolanos foram impedidos de entrar por «falta de meios de subsistência», dois no aeroporto de Lisboa e outros dois no de Casablanca (Marrocos).

Um terceiro angolano regressou de Lisboa por estar impedido de entrar em Portugal, enquanto outros dois casos se verificaram na Bélgica e no Japão, igualmente entre 01 e 07 de janeiro.

Na mesma semana, foram expulsos de Angola, através de processos tramitados pelo SME, 581 estrangeiros por via administrativa e um por via judicial, menos 229 casos que na semana anterior.

Aquela força contabiliza ainda 1.098 cidadãos em situação irregular, que «aguardam a formalização das respetivas expulsões», maioritariamente da República Democrática do Congo. Além destes, num outro centro de detenção, nos arredores de Luanda, mais 795 estrangeiros estão igualmente detidos, por irregularidade na presença em Angola.

O SME recebeu também, na última semana, 1.376 pedidos para emissão de diversos tipos de visto, tendo sido autorizados 348. No mesmo período, por infrações migratórias, foram penalizados com multas 52 cidadãos e duas empresas.

Entraram em Angola, na primeira semana do ano, 15.307 estrangeiros e saíram 24.142, num fluxo migratório que se reporta aos postos de fronteiras terrestres, fluviais, aéreos e marítimas.