Algumas centenas de refugiados forçaram hoje as barreiras policiais na Hungria, o mais recente incidente no principal e tenso posto fronteiriço com a vizinha Sérvia, indicam os media locais.

Os migrantes incluíam-se num grupo de 1.500 pessoas que aguardavam há horas num ponto de encontro para refugiados perto da passagem fronteiriça de Roszke, a primeira paragem antes de serem conduzidos para as instalações onde deverão ser registados.

Esperavam há horas por autocarros que os deveriam transportar para a localidade de Roszke, no sul da Hungria.

Recorde-se que o país aprovou na sexta-feira uma lei anti-imigrantes que deverá entrar em vigor depois de 15 de setembro. 

A Hungria não é o único país europeu a colocar entraves a estas pessoas. Outros três  rejeitam qualquer sistema de quotas obrigatórias para aceitar migrantes: República Checa, Polónia e Eslováquia. 

Na semana passada, as autoridades húngaras  enganaram milhares de refugiados, que pensavam que iam de comboio até à Áustria e à Alemanha, mas afinal foram levados para um centro de refugiados. 

Isso desencadeou indignação e revolta entre aquelas pessoas, que começaram a fugir dos campos e  fizeram-se à estrada, em direção à Áustria. A Hungria tinha cancelado todas as viagens para a Europa Ocidental desde Budapeste, famílias inteiras  "viveram" nas estação de comboios durante vários dias e só quando as pessoas começaram a desertar a pé é que as autoridades decidiram   oferecer transporte até à fronteira com a Áustria.