O chefe da Missão de Resgate e governador de Chiang Rai confirmou, este domingo, que foram resgatadas quatro das 12 crianças que estão presas há 16 dias na gruta de Tham Luang, no norte da Tailândia. Narongsak Osatthanakor contrariou assim a informação avançada pelas agências noticiosas, que citavam uma fonte oficial tailandesa a dar conta de seis crianças resgatadas.

Neste momento, resgatámos quatro pessoas”, afirmou o governador referindo-se apenas às crianças que já estão no hospital. "A primeira etapa [do salvamento] foi concluída com sucesso", acrescentou.

Numa conferência de imprensa realizada no hospital para onde foram transportados os menores salvos até ao momento, o responsável acrescentou que as operações estão temporariamente interrompidas e só vão recomeçar dentro de “10 a 12 horas”, o tempo necessário para preparar a próxima fase do resgate. As operações foram interrompidas para reposição das botijas de ar e para gestão dos níveis de cansaço dos mergulhadores.

Isto está a correr melhor do que eu esperava. Toda a gente está feliz. Hoje foi muito suave. Quando ensaiámos achávamos que íamos demorar dez minutos desde a gruta até ao helicóptero, mas só demorámos dois”, revelou.

A primeira criança chegou à superfície às 17:40 locais (11:40 em Portugal Continental) e a segunda 10 minutos depois. O terceiro e o quarto menores chegaram às 19:40 e 19:50 locais (13:40 e 13:50 em Lisboa), indicou aos jornalistas o mesmo responsável.

O chefe da Missão de Resgate não confirmou que crianças é que saíram, mas revelou que foram as que estariam psicologicamente e fisicamente mais fortes. O mesmo responsável acrescentou que esteve com os quatro jovens e que o seu estado de saúde é "perfeito".

Narongsak Osatthanakor indicou ainda que, nas últimas horas, estiveram envolvidos na operação 50 mergulhadores estrangeiros e 40 tailandeses. Cada criança está a ser escoltada por dois mergulhadores. No interior da gruta, na localização original, ainda permanecem oito menores e o treinador de futebol das crianças.

Pouco antes das 13:00 (hora de Lisboa), o Departamento de Saúde local confirmou a saída dos dois primeiros menores. Os dois rapazes foram observados no hospital de campanha, montado perto da gruta, e depois transportados para o hospital, disse à agência Reuters o chefe do departamento de saúde da província de Chiang Rai, Tossathep Boonthong.

Uma hora depois surgia a informação de que mais quatro crianças teriam saído da gruta. De acordo com a agência France-Presse (AFP), que citava o porta-voz do Ministério da Defesa, os quatro rapazes saíram "pelo próprio pé".

"Quatro rapazes chegaram à terceira câmara", onde está instalada a base da operação de resgate, e "poderão sair a pé", especificou, o porta-voz do Ministério da Defesa, o tenente-general Kongcheep Tantrawanit.

No local, repórteres de vários órgãos de comunicação social internacionais deram conta de uma movimentação de ambulâncias e helicópteros a saírem do local e que transportam os jovens para o hospital.

 

 

A operação de retirada dos 12 rapazes e do treinador de futebol, presos na gruta inundada há 15 dias, começou este domingo de manhã.

O resgate da primeira criança estava agendado para as 21:00 locais (15:00 em Portugal continental). De acordo com o chefe da célula de crise e governador da província de Chiang Rai, Narongsak Osottanakorn, os mergulhadores de elite, 13 estrangeiros e cinco tailandeses, entraram na gruta às 10:00 locais (04:00 em Portugal Continental).

Inicialmente noticiou-se que a única forma de retirar os jovens era por mergulho através de passagens escuras e estreitas, cheias de água lamacenta e com fortes correntes, num ambiente já com pouco oxigénio.

O jornal britânico The Guardian, que cita jornalistas no local, refere agora que a operação de resgate está a ser mais rápida do que o previsto porque o nível da água no interior da gruta baixou consideravelmente, o que permite aos jovens saírem a pé em vez de terem de nadar ou mergulhar.

Os rapazes e o treinador foram explorar a gruta depois de um jogo de futebol no dia 23 de junho. As inundações resultantes das monções bloquearam-lhes a saída e impediram que as equipas de resgate os encontrassem durante nove dias.

Saiba aqui quem são os meninos presos na gruta, liderados pelo treinador que foi monge.

"EUA estão a trabalhar de perto com o governo da Tailândia"

Donald Trump escreveu, este domingo, no Twitter, que os Estados Unidos estão a “trabalhar muito de perto com o governo da Tailândia para ajudar a retirar todas as crianças da gruta e colocá-las em segurança”.

Pessoas muito corajosas e talentosas!”, acrescentou o presidente norte-americano.