A polícia de Londres encontrou, esta quarta-feira, um corpo do rio Tamisa, em Londres, avançou a BBC esta quarta-feira. Pouco tempo depois a própria Polícia Metropolitana de Londres confirmou através do Twitter.

Logo em seguida a polícia confirmou também que o número de vítimas mortais do ataque de sábado tinha aumentado para oito. Até ao momento, quatro foram identificadas oficialmente - pelas autoridades.

As autoridades patrulhavam o rio à procura do francês Xavier Thomas, de 45 anos, que se encontrava desaparecido desde o ataque na ponte de Londres. Segundo a Scotland Yard, o corpo foi resgatado perto da Limehouse (a seis quilómetros da ponte), na terça-feira, ao final do dia.

As autoridades britânicas não confirmaram que o corpo encontrado era do cidadão francês, mas Emmanuel Macron assumiu a existência de uma terceira vítima mortal francesa no ataque. À saída do conselho de ministros, no Palácio do Eliseu, esta quarta-feira, Macron disse aos jornalistas:

"Tivemos a confirmação, esta manhã, de mais uma vítima. Há, de facto três vítimas mortais e oito feridos com nacionalidade francesa. Pagámos um preço muito alto no ataque"

A família mais próxima do francês já foi avisada e o número de vítimas do ataque subiu, assim, para oito.

Christine Delcros e Xavier Thomas

Xavier Thomas estava a passear na ponte de Londres com a namorada, Christine Delcros, quando a carrinha abalroou os pedestres que ali estavam. Enquanto a namorada foi transportada para o hospital com ferimentos graves, Xavier Thomas caiu ao rio depois de ser atropelado. 

A família acabou por alertar as autoridades de que o francês estava desaparecido, tendo as autoridades recebido indicação de que uma pessoa teria caído ao rio durante o ataque. A polícia deu então início às buscas no rio Tamisa tendo encontrado um corpo ao final do dia de terça-feira. 

Oito pessoas morreram, além de três atacantes, e 48 ficaram feridas nos ataques na ponte de Londres e no mercado de Borough em Londres. Os atacantes atropelaram as pessoas na ponte e esfaquearam outras depois de saírem do veículo. Acabaram por ser abatidos pela polícia.

Os outros dois cidadãos franceses a quem Emmanuel Macron se refere são Alexandre Pigeard, de 27 anos, e Sebastien Belanger. Todavia, até ao momento a polícia britânica ainda não os identificou como vítimas mortais.

O mesmo acontece com James McMullan, 32 anos, dado como desaparecido, mas que a família assume que também tenha morrido na noite de terror vivida em Londres. Melissa McMullan, irmã do jovem, diz no Facebook que a polícia encontrou o cartão de crédito, em nome do irmão, junto a um corpo.

Por confirmar oficialmente está também a identidade de Ignacio Echeverria, de 39 anos. Desaparecido desde sábado, a família dá-o como morto e o governo espanhol já lhe prestou tributo. Ignacio Echeverria terá enfrentado os terroristas para defender uma mulher, com a sua prancha de skate, e acabou por perder a vida.

Apesar de faltarem confirmações oficiais, a meio da tarde, a Polícia Metropolitana de Londres, acabou por divulgar uma imagem no Twitter, onde avança que "não há pessoas desaparecidas no ataque na London Bridge" e que "acreditam ter identificado todas as vítimas mortais" do ataque.

Polícia identifica mais uma vítima mortal: uma jovem australiana

Sara Zelenak, de 21 anos, de naturalidade australiana, é mais uma vítima mortal cuja identidade foi confirmada pela polícia, após a família avançar a informação nas redes sociais. Trabalhava como ama em Londres e era uma das pessoas desaparecidas desde o ataque de sábado. A família temia o pior que acabou por se confirmar.

 

Julie Wallace, mãe da jovem, escreveu no Facebook que a morte da filha "foi confirmada. Encontraram seu corpo e os testes de DNA confirmaram. Obrigado a todos pelo amor e apoio".

Oficialmente as autoridades britânicas apenas confirmaram a identidade de quatro das oito vítimas mortais.

Segundo o The Telegraph a família da jovem confirmou que ela tinha bilhete para ir assistir ao concerto de Ariana Grande, em Manchester, onde dia 22 de maio um terrorista se fez explodir, no final do espetáculo, roubando a vida a 22 pessoas. À última hora, Sara Zelenak optou não ir.