Os resultados finais das eleições gerais de 23 de agosto, divulgados, esta quarta-feira, pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE), confirmam João Lourenço como novo Presidente de Angola, com 61% dos votos alcançados pelo MPLA.

O anúncio foi feito pelo presidente da CNE, André da Silva Neto, em conferência de imprensa, para divulgação dos resultados definitivos das eleições gerais angolanas, que confirma também Bornito de Sousa novo vice-Presidente da República.

Os resultados apontam ainda que a UNITA é a segunda força política mais votada, tendo alcançado 26,67% dos votos, seguindo-se a coligação de partidos CASA-CE, com 9,44% dos votos.

Recorde-se que os líderes de quatro partidos da oposição concorrentes às eleições gerais angolanas de 23 de agosto consideraram os resultados eleitorais provinciais definitivos “inconstitucionais” e “ilegais”.

A posição foi expressa numa declaração conjunta da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), da Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE), do Partido de Renovação Social (PRS) e da Frente Nacional para a Libertação de Angola (FNLA), subscritas por Isaías Samakuva, Abel Chivukuvuku, Benedito Daniel e Lucas Ngonda, respetivamente.

Na declaração, lida em Luanda por Isaías Samakuva, líder do maior partido da oposição angolana, as quatro forças políticas concorrentes reclamam que um novo escrutínio provincial seja realizado com base na lei e na Constituição da República de Angola.

A UNITA e a coligação CASA-CE tinham pedido a invalidação dos resultados provisórios das eleições gerais de dia 23 de agosto, mas a CNE considerou que as reclamações eram injustificadas.

UNITA pede impugnação dos resultados

UNITA vai recorrer nos tribunais dos resultados das eleições gerais de 23 de agosto, que dão vitória ao MPLA, com 61,07% dos votos e elege João Lourenço Presidente de Angola, disse esta quarta-feira o mandatário do partido da oposição.

Estêvão Cachiungo falava aos jornalistas após o anúncio dos resultados definitivos pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE), numa cerimónia em que não participaram os comissários nacionais eleitorais representantes dos partidos da oposição.

Temos fóruns próprios, estamos a trabalhar para que a justiça faça com que se resgate a verdade eleitoral para cumprimento daquilo que a lei estabelece", disse o mandatário da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) , sublinhando que a ata dos resultados nacionais definitivos não foi assinada por todos os comissários nacionais eleitorais.