O Conselho de Segurança das Nações Unidas impôs novas sanções à Coreia do Norte, este sábado, numa votação por unanimidade. Sanções que prometem prejudicar as exportações de Pyongyang, reduzindo-as em mil milhões de dólares. É a reação da ONU aos testes de mísseis balísticos intercontinentais realizados pelo regime de Kim Jong-un em julho.
 
A resolução 2371 elaborada pelos Estados Unidos proíbe as exportações norte-coreanas de Carvão, ferro, minério de ferro, chumbo, minério de chumbo e frutos do mar. 

Os países membros das Nações Unidas vão, também, deixar de aceitar trabalhadores norte-coreanos. Outra sanção é não avançar cm novas joint ventures com a Coreia do Norte, nem fazer qualquer novo investimento nas já existentes, adianta a Reuters.

China e Rússia apoiaram

O voto dos 15 membros do conselho de segurança da onu foi unânime. Os Estados Unidos conseguiram garantir o apoio da China e da Rússia.

A representante norte-americana nas Nações Unidas, Nikki Haley, disse já que "os EUA estão a tomar e continuarão a tomar medidas defensivas e prudentes para se protegerem e aos aliados" da ameaça representada por Pyongyang.
Sábado.
 
A ameaça da Coreia do Norte está a crescer mais rapidamente, a tornar-se mais perigosa"

Já a China anunciou o desmantelamento do anti-míssil THAAD na Coreia do Sul, advogando que "não trará uma solução para a questão dos testes nucleares e lançamentos de mísseis" na Coreia do Norte, argumentou o embaixador chinês Liu Jieyi, no conselho de segurança.

Ao mesmo tempo, também exortou a Coreia do Norte a "deixar de tomar ações que podem aumentar a tensão". 

Esta é a sétima vez que a ONU aprova sanções à Coreia do Norte, desde que o país realizou o primeiro teste nuclear em 2006.