Um palestiniano foi morto, na madrugada de quinta-feira, num ataque aéreo israelita na fronteira com a faixa de Gaza, anunciou o Ministério da Saúde deste enclave.

O ministério não identificou o palestiniano que morreu no hospital Chifa na cidade de Gaza.

Antes, o exército israelita tinha anunciado que um dos seus aparelhos tinha visado um palestiniano armado perto da fronteira, advertindo que não permitirá que “a segurança dos civis israelitas seja ameaçada” e que continuará “a operar contra os terroristas envolvidos em atos de terror”.

O ministro da Defesa israelita, Avigdor Lieberman, advertiu que os palestinianos que se aproximem da fronteira colocam “a sua vida em risco”.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, e a alta-representante da diplomacia europeia, Federica Mogherini, já exigiram um “inquérito independente” à utilização por Israel de balas reais contra aqueles manifestantes, um pedido rapidamente rejeitado pelo Estado hebreu.

Dezanove palestinianos foram mortos e centenas de outros feridos desde que começaram na passada sexta-feira os protestos designados “marcha do retorno”, que visam exigir o “direito ao retorno” dos palestinianos, dos quais cerca de 700.000 foram expulsos das suas terras ou fugiram durante a guerra que se seguiu à criação de Israel, em 1948.

O fim dos protestos está marcado para 15 de maio, o aniversário da criação de Israel, designado pelos palestinianos como ‘Nakba’ (catástrofe).

Os habitantes da faixa de Gaza foram instados a participar em novos protestos junto à barreira de segurança com Israel após a oração de sexta-feira.