A China vai eliminar, até junho de 2017, os nomes estrangeiros atribuídos a edifícios e complexos residenciais do país, como "Manhattan", "Provence" ou "Venice", visando "preservar a cultura tradicional chinesa", informa hoje a imprensa oficial.

Nomes suscetíveis de "danificar a soberania e dignidade nacional" ou em "desacordo com importantes valores socialistas", serão o alvo principal, afirmou o diretor do Ministério dos Assuntos Civis chinês, Li Liguo, citado pelo jornal China Daily.

Eliminar os nomes ocidentais e preservar os tradicionais ajudará a manter a herança cultural chinesa", explicou Li.

Na China, proliferam as zonas residenciais batizadas com o nome de cidades ou ex-líbris da Europa e América do Norte, associadas ao fascínio da classe média chinesa com o estilo de vida ocidental.

Além da eliminação dos nomes, em fevereiro passado, as autoridades chinesas tinham proibido a construção de edifícios "estranhos" ou "exagerados, excêntricos e em estilo estrangeiro".