O governo regional da província de Khyber Pakhtunkhwa, Paquistão, autorizou que professores desta região no noroeste do país possam levar armas de fogo para as escolas, para prevenir um novo massacre como o que aconteceu em dezembro numa escola de Peshawar, onde vários terroristas mataram 141 crianças e professores.

Alguns profissionais consideram que após o massacre, ir trabalhar sem uma arma deixou de ser uma opção, e na eventualidade de um novo ataque, pode ser uma ajuda para prevenir mortes, até à chegada das autoridades.

O ministério da Educação apoia a medida, que o ministro Mushtuq Ghani considera «lógica», uma vez que há apenas 65 mil polícias destacados para uma região com quase 50 mil escolas.

«Os terroristas têm de entender que as escolas não são indefesas, e os professores armados podem deter homens e ganhar tempo até que chegue a polícia. (…) Estamos em guerra», disse, segundo o «G1».

Esta opinião é partilhada pela professora Shabnam Tabinda e outras 10 mulheres que ensinam num colégio próximo da fronteira com o Afeganistão. Para Tabinda, 37 anos, esta é uma forma de poder proteger os estudantes e a professora já admitiu que não exitará em disparar sobre um terrorista, se tiver de o fazer.

«Se matam inocentes, com a permissão de Deus, vou matá-los», disse, ao «G1».

Nem todos concordam com a medida. Muzammal Khan, presidente da Associação de Professores de Peshawar, diz que os alunos poderão sentir-se ainda mais assustados se virem os professores armados na sala de aula.

«Nas nossas mãos devem estar canetas, não armas», disse.