A esposa de Robin Williams, Susan, apresentou um pedido ao Tribunal Superior de Justiça de São Francisco, nos Estados Unidos, para que o conteúdo da casa, que partilhava com o falecido ator e comediante, seja excluído dos bens concedidos aos filhos em testamento.

Nos documentos apresentados, Susan Williams afirma que alguns dos itens pessoais do ator foram levados sem permissão. Os enteados, Zachary, Zelda e Cody, argumentam que a madrasta está a «acrescentar insulto a uma ferimento terrível», ao tentar mudar o testamento e privá-los de alguns itens pessoais.

«Os filhos de Robin Williams estão destroçados por a peticionária, mulher do Sr. Williams há menos de três anos, ter agido contra os seus desejos, ao desafiar os planos que ele tão cuidadosamente fez para o património», dizem os advogados de Zachary, Zelda e Cody, em documentos judiciais. 

James Wagstaffe, advogado de Susan Williams, esclarece que a cliente apenas procura orientação do tribunal em relação a certos termos do testamento. Considera que não se «antecipa um processo altamente disputado».

A disputa gira em torno de um problema de interpretação. O testamento de Robin Williams concede aos filhos prémios arrecadados ao longo da carreira, e outros itens pessoais específicos, de acordo com documentos judiciais. Susan Williams diz que, como o ator queria que ela continuasse a viver na casa que partilhavam, faz sentido que pretendesse que os filhos ficassem apenas com os artigos pessoais existentes noutra propriedade que possuía, em Napa, no Estado da Califórnia.

«Qualquer outra interpretação levaria a que a casa da Sra. Williams fosse despojada enquanto ela lá vive», escreveram os advogados de Susan.

Os filhos contestam essa análise. Consideram que não há limites específicos em relação à localização dos bens.

Em agosto de 2014, Robin Williams foi encontrado morto, aos 63 anos. O médico-legista considerou que cometeu suicídio. A esposa afirmou que sofria de depressão, ansiedade e fora, recentemente, diagnosticado com a doença de Parkinson.