A Arábia Saudita intercetou, esta sexta-feira, um míssil balístico sobre a província de Najrane, na fronteira com o Iémen, informou a televisão estatal, horas depois de os rebeldes iemenitas terem anunciado o disparo de um míssil contra o reino.

Os rebeldes iemenitas houthis, em guerra com o poder respaldado por uma coligação árabe liderada pela Arábia Saudita, alegaram ter disparado um míssil na região de Najrane, num comunicado emitido pelo seu canal de televisão, Al-Massirah.

Os houthis informaram que o míssil, de curto alcance, visou um alvo militar não especificado, explicando que a operação foi "bem-sucedida".

Contudo, segundo os canais estatais sauditas, o míssil não provocou danos.

A região de Nayran faz fronteira com as províncias iemenitas de Yauf e Saada, o último bastião dos rebeldes houthis, que controlam grande parte do Iémen, incluindo a capital.

Este é o quarto míssil lançado pelos houthis contra a Arábia Saudita desde novembro passado, dois deles contra Riade e o outro contra a cidade de Jamis Mushait, no sul do país.

Em todos os casos, as forças armadas sauditas intercetaram os projéteis, evitando qualquer dano.

Os houthis tentaram atacar no início de novembro, na capital saudita, o aeroporto internacional e, no início de dezembro, uma reunião do governo no palácio real de Al Yamama.

As autoridades sauditas e a coligação dos países árabes que lutam no Iémen acusaram o Irão de ser responsável pelo fornecimento de mísseis e de tecnologia para esses lançamentos, que classificaram como crimes de guerra.

A Arábia Saudita lidera a coligação árabe que intervém no Iémen desde 2015, em apoio ao presidente internacionalmente reconhecido e exilado em Riade, Abdo Rabu Mansur Hadi, e contra o avanço dos houthis, apoiados pelo Irão.

A guerra no Iémen já causou mais de 8.750 mortos, muitos dos quais civis, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

De acordo com as Nações Unidas, o Iémen constitui a "pior crise humanitária do Mundo".