Em 1973, a duquesa de Alba fez-se acompanhar de cinco testemunhas para entregar ao notário, em Madrid, um documento desconhecido, num envelope lacrado, que de acordo com a mesma continha uma espécie de testamento, cujo conteúdo só poderia ser revelado depois da sua morte. 

Apesar da duquesa ter deixado tudo decidido antes de casar pela terceira vez, e o último testamento - em que deixa tudo aos filhos - invalidar os anteriores, o «El País» avança que ainda em janeiro será conhecida a vontade da duquesa há 41 anos, e «o que não quis que se soubesse até depois da sua morte».

Quando Cayetana Fitz-James Stuart faleceu, a 22 de novembro de 2014, o notário, Alberto Ballarín, já estava reformado há vários anos. Mesmo assim, alertou o sucessor, que o reencaminhou para a justiça espanhola.

Recebido o envelope secreto, o tribunal de Madrid procurou localizar as cinco testemunhas que, de acordo com o jornal espanhol, já não estarão todas vivas, o que possivelmente obrigará a uma análise caligráfica para confirmar a autenticidade das assinaturas.

O documento encontra-se num envelope que «não é grosso», de tamanho A4, e que aparenta não ter mais do que cinco folhas.

Folhas estas que deixam o mistério no ar, e intrigam sobretudo os herdeiros diretos de Cayetana, que, através dos advogados, pediram ao tribunal que os mantivesse a par dos desenvolvimentos.

A duquesa de Alba era a aristocrata com mais títulos do mundo, 49. Detinha uma das maiores fortunas de Espanha, que em bens móveis e imóveis poderá alcançar os 3.000 milhões de euros.