A equipa da Polícia Marítima portuguesa em missão na ilha grega de Lesbos resgatou na noite de sexta-feira 48 migrantes num bote de borracha que estava a afundar-se no Mar Egeu, anunciou hoje a Autoridade Marítima Nacional.

A bordo da frágil embarcação seguiam oito crianças, 12 mulheres e 28 homens. Uma das mulheres encontrava-se grávida, no último mês de gravidez e com sinais de hipotermia, tendo necessitado de assistência médica imediata", indicou a Autoridade Marítima Nacional (AMN), numa nota divulgada na sua página na Internet.

Os migrantes foram todos retirados do bote furado e foram transportados - na embarcação tripulada pela Polícia Marítima portuguesa - para terra, onde foram entregues às autoridades gregas. A mulher grávida recebeu assistência de uma médica, que já aguardava a sua chegada.

Os migrantes adultos provinham, na sua maioria, do Iraque (11) e do Afeganistão (seis). Também seguiam a bordo migrantes adultos dos Camarões, Mali, Marrocos, Gâmbia, República Dominicana, Costa do Marfim, Gana, Síria e Peru.

As nacionalidades das crianças ainda estão por apurar", realçou a AMN.

Nos seis meses de missão na Grécia, a Polícia Marítima portuguesa já resgatou 988 migrantes que tentavam entrar na Europa através do Mar Egeu, entre a Costa da Turquia e da Grécia.

A Polícia Marítima encontra-se em missão na Grécia desde 01 de maio de 2017, integrada na operação "Poseidon" da agência europeia de controlo de fronteiras FRONTEX, e em apoio à guarda-costeira grega. A missão vai prolongar-se até 31 de janeiro de 2018.

A operação ‘Poseidon’ tem como objetivo controlar e vigiar as fronteiras marítimas gregas e externas da União Europeia no combate ao crime transfronteiriço.