O exército russo anunciou na terça-feira que, pela primeira vez, bombardeou “alvos terroristas” na Síria graças a informações cedidas por “representantes da oposição” síria.

“Criámos um grupo de coordenação cuja composição (…) não pode ser tornada pública”, declarou o chefe das operações militares russas na Síria, o general Andreï Kartapolov.

Segundo o mesmo responsável, essa coordenação é baseada numa “cooperação estreita” para unificar os esforços do exército leal ao Presidente Bashar al-Assad e das “forças patrióticas sírias”, anteriormente da oposição.

O general não precisou quem são essas "forças patrióticas", se o Exército Sírio Livre (ASL) ou outro grupo rebelde nacionalista, a oposição no exílio ou a tolerada pelo poder de Damasco. Disse, no entanto, que graças às "coordenadas" fornecidas pela oposição, 12 aviões russos bombardearam 24 alvos na região de Palmira, Deir Ezzor, Ithriya e a leste de Alepo, atingindo um "centro de comando" do grupo Estado Islâmico.
 

"Todas as coordenadas dos alvos foram-nos dadas pelos representantes da oposição síria".


No total, os aviões russos efetuaram 1.631 saídas e atingiram 2.084 alvos desde o início da intervenção militar de Moscovo, a 30 de setembro.

Esta é a primeira vez que Moscovo diz estar a trabalhar com grupos da oposição síria deste que iniciou esta ofensiva.