Um requerente de asilo denunciou ter sido, a par com um colega, torturado e obrigado a retirar a declaração sobre um motim num centro de detenção australiano na Papua Nova Guiné, que fez um morto, informa esta terça-feira a imprensa.

O imigrante, de 20 anos, também deu conta da ocorrência de agressões físicas e ameaças de violação por parte dos guardas e pessoal do centro, situado na ilha Manus, feitas em instalações secretas chamadas Chauka.

«Precisamos de denunciar (...) realmente já não me importa o que possa acontecer. Se me querem matar, ameaçar ou apanhar-me. Tenho de revelar a verdade», afirmou o jovem, identificado como Mike, à cadeia televisiva australiana ABC.