O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão acusou esta segunda a Arábia Saudita de instigar tensão regional, depois de Riade ter dado 24 horas aos diplomatas iranianos para abandonarem o país, em consequência do corte das relações diplomáticas.
 

“A Arábia Saudita vive em busca de crises e confrontos, e tenta resolver todos os seus problemas internos exportando-os para o exterior”, disse o porta-voz do Ministério em Teerão.


Já o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou que ​a decisão da Arábia Saudita de cortar laços diplomáticos com o Irão, após ataques à embaixada na República Islâmica, não irá distrair Riade do “grande erro” que foi a execução do líder religioso xiita.

“Ao decidir cortar relações [diplomáticas], a Arábia Saudita não pode fazer [o mundo] esquecer o seu grande erro ao executar um clérigo”, disse o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Hossein Amir Abdollahian, citado pela agência IRNA.

Os dois países entraram em conflito depois de a Arábia Saudita ter executado o líder religioso xiita Nimr al-Nimr, juntamente com outros 46 homens, no sábado.

A execução, por Riade, de Nimr al-Nimr gerou amplos protestos em países de maioria xiita no Médio Oriente, com uma multidão a atacar a embaixada saudita em Teerão e um consulado na cidade de Mashhad.