Os cientistas Rainer Weiss, Barry C. Barish e Kip S. Thorne foram distinguidos, esta terça-feira em Estocolmo, com o Prémio Nobel da Física pelas "decisivas contribuições para o detetor LIGO e a observação das ondas gravitacionais".

As ondas gravitacionais, previstas por Albert Einstein há 100 anos, foram detetadas pela primeira vez a 14 de setembro pelo Cientistas do Observatório Norte-Americano de Interferometria Laser (LIGO) depois da fusão de dois buracos negros localizados a mais de mil milhões de anos da Terra.

Os Observatórios LIGO são financiados pela Fundação Nacional de Ciências dos EUA (sigla NSF em inglês), e foram concebidos, construídos e são operados pelos institutos de Tecnologia da Califórnia e de Massachusetts (siglas Caltech e MIT em inglês). A descoberta, aceite para publicação no jornal cientifico Physical Review Letters, foi feita pela Colaboração Cientifica LIGO (a qual inclui a Colaboração GEO600 e o Consórcio Australiano de Astronomia Interferométrica Gravitacional) e a Colaboração Virgo utilizando dados dos dois detectores LIGO.

Os laureados do Nobel da Física 2017 conseguiram, "com o seu entusiasmo e determinação", provar o sucesso do LIGO e garantiram que "quatro décadas de esforço permitissem detetar ondas gravitacionais".