As autoridades aeroportuárias venezuelanas anunciaram esta sexta-feira que estão a supervisionar os voos provenientes de Portugal e de outros países europeus ao abrigo do Plano de Emergência Médica Epidemiológica, centrado na prevenção e deteção de eventuais casos de Ébola.

«A ativação deste procedimento epidemiológico compreende a supervisão dos voos procedentes de Alemanha, Portugal, Estados Unidos, França e Espanha, pela sua conetividade aérea com os países da África Ocidental», onde a doença se tem propagado, disse o diretor-geral do Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía (norte de Caracas).

Segundo Luís Gustavo Graterol «é importante que os viajantes entreguem, com caráter de obrigatoriedade, o cartão de declaração de saúde do passageiro, distribuído pela tripulação das companhias aéreas».

«Nesse cartão devem constar os dados pessoais, direção, números telefónicos, destino, local de estada e condição de saúde dos viajantes, o que permitirá ter informação epidemiológicos mais precisa, em caso de que seja necessário", disse.

Por outro lado explicou que em coordenação com o Ministério de Saúde estão a realizar conferências informativas ao pessoal aeroportuário, na qual participam funcionários das companhias aéreas, de concessionários e de organismos estatais a fim de «garantir que se cumpra o Plano de Vigilância Epidemiológica, perante doenças como a 'influenza', a 'chikungunya' e o Ébola».

Segundo o epidemiólogo Júlio César Pacheco, as autoridades sanitárias locais estão em contato permanente com as autoridades de outras regiões do país para acompanhar as pessoas que desembarcam em Maiquetía e que apresentam algum sinal de suspeita de doença transmissível.

«As companhias aéreas devem exigir os cartões de vacinas aos passageiros, assim como os estados de exceção [pessoas que não podem ser imunizadas]. Também devem recolher informação sobre os cartões de declaração de saúde que devem ser preenchidos pelos passageiros antes de chegar ao país», frisou.