Michel Temer conseguiu votos suficientes para bloquear a acusação de corrupção que recai sobre si. Ou seja, o presidente brasileiro não vai ser, para já, julgado.

A câmara dos deputados brasileira teve hoje em mãos uma votação inédita e histórica, que ainda prossegue, mas já ficou definida.

Para autorizar a abertura do processo judicial, no Supremo Tribunal de Justiça, era necessária uma votação de dois terços da câmara, o que não aconteceu.

Temer assegurou ao seu lado um número de deputados que lhe garantiram a continuação no Palácio do Planalto e deitaram por terra as aspirações da oposição.

Uma votação diferente podia levar o presidente a sentar-se no banco dos réus por causa da acusação de corrupção passiva. O que, de imediato, implicaria que seria suspenso durante 180 dias, das funções na presidência do Brasil, para se sentar no banco dos réus.

A sessão da assembleia começou era uma da tarde em Lisboa, ainda continua, e ficou marcada por várias ameaças de tumulto, troca de palavras duríssimas e incidentes regimentais para adiar a votação.

Na sessão estavam presentes 488 deputados, e destes Temer contou com os votos suficientes para seguir em frente com uma liderança que tem sido tudo menos pacifica.