A comissão nacional eleitoral da Venezuela aprovou, na segunda-feira, mais uma etapa para o referendo para a destituição do Presidente Nicolás Maduro, mas a consulta popular promovida pela oposição enfrenta ainda vários obstáculos.

A oposição submeteu 1,8 milhões de assinaturas em maio pró-referendo, das quais 1,3 milhões foram validadas pela CNE. Posteriormente, pelo menos 200.000 signatários tinham de confirmar a sua escolha, pessoalmente, até ao final de junho.

Depois de um período de auditoria que durou um mês, 399.412 assinaturas foram validadas, ou seja, o dobro do mínimo exigido.

Poder de Nicolás Maduro posto em causa pelo Supremo

O Supremo Tribunal da Venezuela declarou também, esta segunda-feira. que o Parlamento desrespeitou uma das suas decisões ao integrar três deputados que tinham sido suspensos por alegada fraude eleitoral.

Os três deputados tinham sido afastados pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ), em finais de dezembro último, por suspeitas de irregularidades eleitorais na sua eleição.

“A liderança da Assembleia Nacional e outros deputados na bancada da oposição desrespeitaram uma decisão do tribunal”, informa um comunicado do Supremo Tribunal da Venezuela.