O Rei Felipe VI propôs Pedro Sánchez, líder do PSOE, como candidato a primeiro-ministro. Uma decisão que surge depois de Mariano Rajoy ter perdido os apoios que esperava conseguir antes da segunda ronda de contactos terminar. 

O presidente da Mesa do Congresso dos Deputados (parlamento espanhol), o socialista Patxi López, foi quem anunciou, esta terça-feira, a decisão do Rei - tomada após uma segunda ronda de consultas com os líderes das formações partidárias com assento parlamentar.

O monarca espanhol esteve esta terça-feira reunido com Sánchez e Rajoy. Primeiro com o líder do PSOE, que lhe transmitiu que os socialistas estão dispostos a formar governo caso o presidente do executivo em funções, renuncie a essa "obrigação". E depois com Rajoy, que 11 dias depois do encontro anterior, não conseguiu garantir os apoios necessários para a formação de um Executivo de iniciativa do PP, com o apoio do PSOE e Ciudadanos.

Felipe VI poderia ter sugerido um novo período de reflexão, mas o rei espanhol parece não querer prolongar o impasse político e deu uma oportunidade ao líder dos socialistas.

Assim, prevê-se que Sánchez irá dar início aos contatos com os outros partidos para conseguir uma maioria parlamentar e estará a contar com todas as forças partidárias, incluindo o PP de Mariano Rajoy. O líder do PSOE tem um mês para tentar formar Executivo. 

As legislativas espanholas não deram uma maioria clara a nenhum partido. O PP foi o partido mais votado, elegendo 123 deputados, enquanto que o PSOE elegeu 90 deputados. 

Mariano Rajoy, como líder da força mais votada, tentou formar Governo, mas não conseguiu os apoios que pretendia. O ainda primeiro-ministro espanhol acusou o PSOE de não permitir a formação de um governo "estável" de iniciativa do PP, deixando o Executivo passar através da abstenção no parlamento. Aliás, Rajoy tem repetido que Sánchez não quer falar com ele.