Carles Puigdemont renunciou, esta quinta-feira, à presidência da Catalunha para que Jordi Sànchez seja investido como presidente. O ex-líder catalão abriu assim portas para desbloquear a XII legislatura da Generalitat.

Puigdemont anunciou ainda, num vídeo divulgado nas redes sociais, que vai permanecer na Bélgica. No mesmo vídeo, o catalão explica que comunicou, esta quinta-feira, ao presidente do Parlamento, Roger Torrente, que não apresente a sua candidatura à presidência da Generalitat.

"Pedi-lhe que inicie o mais rápido possível a ronda de contactos com os grupos parlamentares para proceder à eleição de um novo candidato à presidência de um Governo autónomo. [Jordi Sànchez] É o número dois da nossa lista e representa os valores do Juntos pela Catalunha como ninguém, é um homem de paz injustamente detido numa prisão espanhola. [A candidatura de Sànchez] É a única maneira de conseguir um novo Governo nas condições atuais". 

O candidato a presidente da Generalitat deverá ser então o presidente parlamentar do partido Juntos pela Catalunha, Jordi Sànchez, que está em prisão preventiva desde outubro.