Diego Dzodan, vice-presidente do Facebook para a América Latina, foi detido em São Paulo, depois da empresa ter recusado cumprir um pedido da Polícia Federal.

Segundo a BBC Brasil, Dzodan foi detido no âmbito de um processo de tráfico de drogas em que a Polícia Federal pediu a quebra de sigilo de mensagens do Whatsapp, o que foi recusado pelo Facebook, empresa detentora da aplicação.

Depois de as conversas não terem sido libertadas, o vice-presidente acabou por ser detido, esta terça-feira, no caminho de casa para o trabalho e encaminhado para o Instituto Médico Legal, encontrando-se em prisão preventiva.

A lei brasileira prevê uma pena de três a oito anos de prisão para quem "impede ou, de qualquer forma, embaraça a investigação de infração penal que envolva organização criminosa". 

Em comunicado, o Facebook afirma estar “desapontado” com a decisão e disponível para “responder às questões que as autoridades brasileiras possam ter.”

"Estamos desapontados com a medida extrema e desproporcional de ter um executivo do Facebook escoltado até à esquadra devido a um caso que envolve o WhatsApp, que opera separadamente do Facebook. O Facebook sempre esteve e sempre estará disponível para responder às questões que as autoridades brasileiras possam ter.”

Esta não é a primeira vez que o Facebook tem problemas com a Polícia Federal. Em dezembro, o WhatsApp foi bloqueado em São Bernardo do Campo, também em São Paulo, e, em fevereiro, um juiz de Piauí, no Nordeste, ordenou que o WhatsApp fosse bloqueado para assim tentar forçar o Facebook a colaborar com investigações de casos de pedofilia, mas a aplicação continuou a funcionar normalmente.