Por: Redacção / AV | 12- 5- 2009 13: 10
O presidente da Guatemala, Álvaro Colom, a esposa e os assessores mais íntimos do chefe de Estado foram acusados por um
advogado guatemalteco de o terem assassinado. Um vídeo gravado, antes de ter sido morto a tiro, no domingo e divulgado nesta
terça-feira, mostram Rodrigo Rosenberg Marzano a contar o que eventualmente lhe iria acontecer, refere a agência EFE.
Cópias
da gravação, com 18 minutos de duração, circularam durante o funeral do advogado e foram disponibilizadas nos sites dos jornais
locais «Prensa Libre» e «El Periódico».
Nas imagens, Rodrigo Rosenberg Marzano aparece sentado frente a uma secretária
enquanto explica as razões pelas quais previa que viria a ser morto.
«Se está a ver esta mensagem é porque eu, Rodrigo
Rosenberg Marzano, fui assassinado pelo secretário privado da Presidência, Gustavo Alejos, e seu parceiro Gregorio Valdez
(empresário ligado ao Governo), com a aprovação do senhor Álvaro Colom e de (sua esposa) Sandra de Colom», afirmou o advogado
no vídeo.
Rosenberg Marzano, de 47 anos, também teria alegadamente deixado uma declaração assinada pela própria mão,
na qual assegura que foi assassinado por conhecer os detalhes de um duplo crime.
«A razão pela qual estou morto é
porque, até o último momento, fui advogado do empresário Khalil Moussa e de sua filha Marjorie Moussa», assassinados a tiro
no dia 14 de Abril no Sul da capital guatemalteca.
Segundo o vídeo, Moussa, que fazia parte da direcção do Banco
de Desenvolvimento Rural (Banrural), de capital misto, foi assassinado por recusar-se a encobrir «os negócios ilegais e milionários
que se negociam dia a dia» na instituição.
Esses negócios, acrescenta o documento, «vão desde a lavagem de dinheiro
até o desvio de fundos públicos a programas inexistentes da esposa do presidente, Sandra de Colom, assim como o financiamento
de empresas de fachada utilizadas pelo narcotráfico».
O advogado foi morto a tiro no domingo perto de casa, num bairro
rico a Sul da capital.
No final do vídeo, Rosenberg Marzano pede ao vice-presidente, Rafael Espada, para que seja
«o primeiro a liderar um movimento para recuperar a Guatemala e para fazer com que se cumpra a lei com a ajuda de todos os
bons guatemaltecos que o apoiam sem reservas».
Após a divulgação do vídeo, o Governo guatemalteco negou a participação
do presidente no assassinato do advogado e atribuiu o sucedido a uma «conspiração» para desestabilizar o país.
Primeira
parte do vídeo
Segunda
parte do vídeo
Terceira
parte do vídeo
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