Por: Redacção / CP | 3- 3- 2010 10: 47
O dissidente cubano Guillermo Fariñas, em greve de fome e sede há seis dias no seu domicílio de Santa Clara, declarou terça-feira
que foi examinado por médicos enviados pelas autoridades cubanas, mas recusou ser hospitalizado.
«Recebi ontem (segunda-feira)
a visita de um médico e de uma enfermeira, e hoje visitou-me outro médico e uma enfermeira» enviados pelas autoridades, declarou
por telefone o dissidente de 48 anos, que reclama a libertação dos prisioneiros políticos cubanos em mau estado de saúde.
«Aconselharam-me
a ir ao hospital provincial (em Santa Clara, 280 km a este de Havana) para começar um tratamento de alimentação intravenosa,
mas recusei. Já disse que não aceitarei nenhum tratamento enquanto estiver consciente», acrescentou, dizendo sentir-se «muito
fraco», com «dores de cabeça, nos olhos, no ventre e nos rins».
A Sociedade interamericana de imprensa já manifestou
a sua apreensão com este caso.
Fariñas iniciou o seu 23º jejum de protesto desde 1995, depois da morte num hospital
de Havana, a 23 de Fevereiro, do prisioneiro político Orlando Zapata, 42 anos, na sequência de uma greve da fome de dois meses
e meio.
O presidente da SIP, Alejandro Aguirre, alertou para a gravidade do estado do dissidente e para a forma desumana,
segundo a sua opinião, de como as autoridades cubanas tratam os jornalistas na prisão.
Programação - Semana de 25 de Maio a 31 de Maio
O Jardim das NotíciasAs crónicas diárias de Victor Moura-Pinto
Mais Futebolo programa desportivo mais irreverente
25ª Hora - Sexta-feiraHoje com João Pereira Coutinho