José Arturo Camelo é militar reformado do Exército colombiano. Estava num cruzeiro pelo Mediterrâneo com a mulher, Miriam, e o filho, Javier. O jovem, de apenas 28 anos, vivia em Sidney, na Austrália, e tinha acabo o MBA na semana passada. Estava a comemorar o feito na viagem com os pais.

Esta quarta-feira, José Arturo viu a mulher e o filho morrerem à sua frente, atingidos pelos tiros disparados pelos terroristas no Bardo National Museum, em Tunis.
 
José, que tinha dupla nacionalidade australiana e colombiana, e Miriam foram dois dos turistas mortos no massacre no complexo do Parlamento da Tunísia. Há 23 mortos confirmados. Mais de 40 pessoas ficaram feridas.
 
De acordo com testemunhas citadas pela imprensa internacional, dois terroristas dispararam sobre «tudo o que se mexesse» no Bardo National Museum.


 
As mesmas testemunhas dizem que os atiradores, que envergavam uniformes militares e estavam armados com metralhadoras, atiraram sobre turistas e autocarros, ainda antes de entrarem no edifício e fazerem mais de 100 reféns.
 

«Eu vi as caras deles. Estavam a cerca de 10 metros de mim, atirando sobre tudo o que se mexesse. Eu consegui esconder-me atrás de um pilar, mas houve pessoas que não tiveram a mesma sorte e foram mortas ali mesmo», conta Josep Lluis Cusido, um autarca espanhol que comemorava o aniversário de casamento, numa viagem com a mulher.

 
Uma japonesa de 35 anos sobreviveu. Tentou agachar-se e proteger a cabeça, mas foi atingida no pescoço e numa orelha. Na cama do hospital, ela conta à cadeia de televisão japonesa NHK que viu a mãe ser atingida ao lado dela: «Foi atingida no pescoço. A minha mãe não se conseguia mexer quando a polícia chegou até nós»