O rei de Espanha vai convocar eleições antecipadas, depois de os partidos não terem conseguido alcançar um acordo para a formação de um Governo, anunciou, esta terça-feira, o líder do Partido Socialista espanhol (PSOE).

Pedro Sánchez afirmou, em conferência de imprensa, após reunião com o rei, que transmitiu a Felipe VI que não tem apoios suficientes para formar governo.

Disse ao rei que não tenho o apoio de mais de 131 deputados no congresso, insuficiente para superar o bloqueio do senhor Rajor e do senhor Iglesias. Não posso, nem devo submeter.me ao processo de investidura. Não vai transitar qualquer proposta de candidatos e, por isso, vamos a novas eleições", afirmou Pedro Sánchez, segundo o El País.

O líder do PSOE atribui a principal responsabilidade de não se conseguir formar um governo de coligação ao líder do Podemos, Pablo Iglesias.

"Aceitámos 18 das 20 medidas do senhor Iglesias. Hoje aceitámos 27 das 30 do Compromís e as outras três com condições. Mas a verdade é que o senhor Iglesias disse que não. (...) Ele nunca quis entender-se com o PSOE, nunca quis ver um socialista à frente do [governo]", acrescentou.

Após Pablo Iglesias ter declarado que não havia acordo, o Rei de Espanha comunicou ao presidente do Congresso dos Deputados que no seguimento das reuniões com os líderes políticos espanhóis não vai propor qualquer candidato para formar governo, já que nenhum "tem os apoios necessários".

Felipe VI reuniu-se hoje e na segunda-feira com os representantes dos partidos com assento parlamentar e constatou que nenhum poderia passar numa eventual votação de investidura no Congresso.

Espanha está com um governo de gestão, liderado pelo Partido Popular de Mariano Rajoy, desde o resultado inconclusivo das eleições de 20 de dezembro.

Pela primeira vez na história da democracia espanhola, as eleições gerais serão repetidas. A nova ida às urnas deverá acontecer a 26 de junho.