O governo do Dubai decretou três dias de luto nacional depois da morte do filho do governante Mohammed bin Rashid Al Maktoum. Xeque Rashid al Maktoum morreu, este sábado, aos 33 anos. A agência oficial do governo dos Emirates Árabes aponta “um ataque cardíaco fulminante” como a causa da morte, mas alguns acreditam que o incidente foi provocado pela vida “louca” que o príncipe levava.

Rashid teve uma educação semelhante a qualquer membro da realeza em todo o mundo: estudou na academia militar de Sandhurst, em Inglaterra. A paixão pela equitação fez com que começasse a criar cavalos de raça pura e a competir em corridas internacionais. O xeque chegou a representar o país em diversas provas de endurance de cavalos e ganhou duas medalhas de ouro nos jogos olímpicos asiáticos em 2006. Era também apaixonado por futebol e um fã do Machester United.

Contudo, a vida do príncipe do Dubai tinha um lado negro que muitos desconheciam.

Rashid era o primogénito dos 24 filhos do primeiro-ministro do Dubai, mas o seu comportamento fez com que fosse substituído como herdeiro, em 2008, pelo irmão de 32 anos, Hamdam.

Segundo o Daily Mail, o Wikileaks revelou algumas correspondências diplomáticas secretas do país e as informações recolhidas apontam para que Rashid tenha assassinado um assistente do Palácio Zabeel, enquanto estava sob o efeito de drogas. O caso fez com que Rashid fosse afastado do trono.

Num dos despachos escritos pelo cônsul General Martin Quinn é descrito que a droga é abundante entre a classe mais rica do Dubai e que “a cocaína e o haxixe são habituais nestes círculos sociais”, principalmente em festas da realeza.

Entre as pessoas que habitualmente frequentavam estas festas estava o filho mais velho de Mohammed bin Rashid Al Maktoum. O governo sempre se recusou a comentar as acusações que apontavam para que Rashid consumisse drogas, um assunto que esteve mais uma vez nas bocas dos media, em 2011, quando o príncipe abdicou do seu cargo no comité olímpico devido à “grande carga laboral”.

Uma fonte veio a público afirmar que, mais do que a quantidade de trabalho, Rashid não conseguia desempenhar o cargo por causa da toxicodependência.

Rashid era presença frequente em festas e orgias sexuais na Arábia Saudita.

Há rumores que a família real maltratava empregados que trabalhavam no palácio, com base na sua cor e religião. Alegadamente, os chefes do governo acreditavam que a fé dos cristãos era inferior.

A morte de Rashid não vem alterar a ordem de sucessão ao trono, mas está a chamar a atenção internacional para a vida oculta da família real do Dubai.