Última atualização às 18:02

O exército ucraniano acusou as forças separatistas de terem lançado uma ofensiva contra as posições governamentais perto da cidade de Maryinka, a oeste de Donetsk. Os rebeldes pró-russos dizem que já morreram pelo menos 15 pessoas nos combates. 

"Até ao momento, cerca de 15 pessoas foram mortas, estas são baixas da República Popular de Donetsk", disse  Vladimir Kononov, um oficial das forças rebeldes, citado pela agência Reuters. 


Um porta-voz militar ucraniano adiantou que o exército repeliu uma primeira investida separatistas, mas foi lançada uma nova ofensiva. A mesma fonte salientou que partes de  Maryinka estão a arder. 

"A situação começou a detriorar-se na última noite, o inimigo começou a bombardear as nossas posições", disse  Oleksander Poronyuk. "Em consequência destes ataques,  Maryinka ainda está a arder".


Mineiros presos

Os combates desta quarta-feira levaram a cortes de energia, que deixaram centenas de mineiros aprisionados. 


Em Skochinsky, na região de Donetsk, 350 trabalhadores ficaram no fundo de uma mina e estão a ser socorridos pelos serviços de emergência.

Cessar-fogo ameaçado

Posteriomente, uma falha elétrica impediu também 578 mineiros de regressarem à superfície, em Zasyadko.

Estes são os combates mais intensos dos últimos três meses entre o exército e os separatistas.

As forças governamentais acusam os rebeldes pró-russos de terem cerca de mil homens na zona de Maryinka, apoiados por carros de combate. A cidade, com quase dez mil habitantes, situa-se a 15 quilómetros a oeste de Donetsk, um dos principais bastiões dos rebeldes.

Os separatistas devolvem as acusações governamentais e dizem que o exército está a usar fogo de artilharia contra posições rebeldes perto de Donetsk.

Apesar do acordo alançado em fevereiro, entre os líderes da Ucrânia, Rússia, França e Alemanha, são frequentes os registos de escaramuças.

"Provocações"

O Kremlin já reagiu aos desenvolvimento no terreno desta quarta-feira, considerando-os como "provocações".

"Em Moscovo, estamos a seguir de forma muito próxima [o assunto] e estamos profundamente preocupados com as ações das forças armadas ucranianas que estão, tanto quando podemos observar, a provocar a situação", disse aos jornalistas o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

Peskov transmitiu ainda o apelo do governo russo a uma aplicação "incondicional" dos acordos de fevereiro.

De Washington, chegou também uma mensagem de preocupação, mas com o que o Departamento de Estado descreveu como informações de ataques combinados entre russos e separatistas em leste da Ucrânia.