A Secção Portuguesa da Amnistia Internacional defendeu esta terça-feira em Lisboa a instauração de uma investigação aos assassínios, no domingo e segunda-feira em Bissau, do Presidente da República, «Nino» Vieira, e do chefe do Estado-Maior General das Forças ArmadasTagmé Na Waié.

«Este, como todos os homicídios políticos, é condenável. É essencial que se instaure uma investigação às circunstâncias que rodeiam estes actos e que os responsáveis sejam trazidos o quanto antes à justiça», indica um comunicado citado pela Lusa.

A AI-Portugal considerou ainda que agora cabe «aos dirigentes militares e outros da Guiné-Bissau, bem como à comunidade internacional, criar as condições para a salvaguarda dos civis perante qualquer tensão que possa surgir».

«É importante o imediato regresso à normalidade e que todos respeitem o regular funcionamento das instituições nacionais», sustentou a secção portuguesa da AI.

Nesse sentido, acrescentou, face à «difícil situação económica e a frágil estabilidade política», importa «conter quaisquer focos de distúrbios e violência que possam colocar os civis em risco».

«O país é fustigado por conflitos há muito e ainda se encontra numa situação difícil», conclui o documento.