O presidente do Governo da Madeira defendeu, esta quarta-feira, que a atual situação do país «justifica que Portugal esteja em estado de emergência», com um Governo da responsabilidade do Presidente da República e deve realizar um referendo sobre a Constituição.

«A gravíssima situação a que se chegou, justifica que Portugal esteja em estado de emergência até terminar a assistência externa, sem prejuízo das eleições autárquicas marcadas, com um Governo neste período da responsabilidade do Senhor Presidente da República e com a apresentação a referendo dos Portugueses de uma nova e eficiente Constituição democrática», disse Alberto João Jardim à agência Lusa, lendo o conteúdo de um comunicado hoje distribuído pela presidência do executivo madeirense.

O documento veicula a «posição do Governo Regional face a mais uma crise política do regime», considerando Jardim que «o presente estado de coisas a que o País chegou, apesar dos sacrifícios dos portugueses, demonstra a inaptidão do atual regime político constitucional».

Argumenta também que «eleições gerais, manifestações, greves, serão mais do mesmo, destinam-se a manter o atual regime e continuarão a sobrecarregar os portugueses cada vez mais»

Segundo o líder madeirense, «tentar resolver a habitual instabilidade gerada pela classe política de Lisboa, num quadro situacionista e de rotativismo partidocrático gasto, será mergulhar todos os cidadãos de todo o Portugal em dificuldades ainda piores, com perda crescente da independência nacional».