As organizações representativas dos trabalhadores da STCP exigiram esta sexta-feira reunir-se com o ministro da Economia nos próximos dez dias, adiantando que se tal não acontecer apelarão aos trabalhadores para que se recusem fazer horas extraordinárias.

Em causa está «a falta de efetivo da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto» e a «necessidade urgente de contratação de motoristas», afirmaram aos jornalistas representantes dos trabalhadores, que esta manhã se concentraram à porta da sede da empresa para protestar contra «a degradação do serviço público» prestado pela transportadora.

Segundo Pedro Silva, da Comissão de Trabalhadores (CT), existe uma falta diária de efetivo na ordem dos 140 motoristas, o que leva a STCP a não cumprir centenas de serviços.

«Há uma falta de carros na rua brutal. Em julho, cerca de 9.000 viagens não foram efetuadas» por insuficiência de motoristas para a cobertura dos serviços programados, disse Pedro Silva, citado pela Lusa.

O responsável pela CT adiantou que, «neste momento, está em risco a segurança dos trabalhadores da empresa e dos próprios utentes», tendo em conta que muito são os motoristas que «têm prestado trabalho extraordinário de forma excessiva».

Pedro Silva criticou o secretário de Estado dos Transportes por afirmar que já deu aval para a entrada de novos motoristas e o conselho de administração da STCP referir que falta ainda aprovação, andando «a empurrar o assunto uns para os outros».

«O serviço que não tem sido cumprido equivale a três dias de greve», salientou.

Para fazer a cobertura total dos serviços de hoje, a STCP «precisava de mais 132 motoristas», apontou aos jornalistas, mostrando as dez folhas formato A4 com a «lista de serviços por cobrir» para hoje e sábado, afixada na parede exterior do edifício seda da transportadora.

Na moção que as ORT aprovaram na quinta-feira e hoje entregarão ao conselho de administração da STCP e Governo, as ORT exigem «o agendamento de uma reunião com caráter urgente» ao ministro Pires de Lima.