As empresas de transporte estão a ponderar acabar com os passes sociais, afirmou o presidente da Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros (ANTROP), Luis Cabaço Martins, à «Sábado».

A ameaça parte de quatro empresas do sector (Rodoviária de Lisboa, Transportes Sul do Tejo, Vimeca e Scotturb) e pode concretizar-se já nos próximos dias se o Governo não encontrar uma solução para os cerca de 15 milhões de euros devidos pela venda dos passes sociais de 2009 e 2010.

Se a ameaça se concretizar, estes passes deixarão de ser vendidos aos passageiros que diariamente viajam nas transportadoras privadas da Grande Lisboa.

«Estamos a vender passes desde Janeiro de 2009 sem a devida compensação», disse o responsável.

Além do pagamento em falta relativo aos passes sociais, há ainda a dívida relativa aos passes 4-18, criados em Setembro de 2008 para crianças e jovens, e aos sub-23, que se vendem desde Setembro de 2009 e se destinam aos alunos do ensino superior. A ANTROP estima que a dívida vá já nos 7,5 milhões de euros.

«É uma situação peculiar: vendemos passes com 5% de desconto e não somos ressarcidos dessa percentagem, como foi acordado com o Governo», conclui.