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Menezes avisa Rio: «O tempo da Maria da Fonte já lá vai»

Presidente gaiense satisfeito por PSD estar a negociar com o Governo

Por: Redacção / CP  |  22- 6- 2010  13: 53

Tomada de posse de Menezes (foto Estela Silva/Lusa)

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O presidente da Câmara de Gaia manifestou-se favorável a um acordo PSD/Governo sobre portagens nas SCUT, desde que «defenda os interesses dos cidadãos do Norte».

PSD nega negociações com o Governo

Para Luís Filipe Menezes, o PSD «fará um bom serviço» se for «um interlocutor responsável que leve ao encontrar de uma solução aceitável que defenda os interesses do Estado, mas também defenda o interesse dos cidadãos e, neste caso, da região».

Questionado se concorda com o autarca do Porto Rui Rio, segundo o qual as pessoas da região norte estão «à beira de se poderem revoltar» por causa da introdução de portagens nas SCUT, Menezes disse que «o tempo da Maria da Fonte já lá vai há muito».

«Sou tão nortenho, social-democrata, não liberal, que já fiquei para a história com afirmações tão contundentes nessa área que hoje não tenho necessidade de me pôr em bicos de pés para parecer defensor do Norte», concluiu.

Para Menezes, que falava aos jornalistas à margem da cerimónia do hastear das bandeiras azuis nas praias do concelho, o protesto deve ser feito na Assembleia da República.

O antigo líder do PSD salientou que «o Governo entrou num beco sem saída» e que «a solução» a encontrar terá, inevitavelmente, que passar pela «universalidade do pagamento das SCUT» e pela isenção do pagamento em «trajectos de proximidade» para os quais «não há alternativa».

Utentes «chateados» com PSD por negociar com o Governo

«Qualquer acordo que vise encontrar uma solução sensata é um bom acordo. Não sei se o partido está a negociar ou não, mas se estiver está a dar um contributo para que o problema se resolva», disse.

Criticando a «forma inábil» como o Governo está a gerir a questão da introdução das portagens nas três SCUT localizadas na zona norte, Menezes reafirmou que «há uma manifesta injustiça».

«Há uma manifesta injustiça, parece que temos algum pecado grave», disse, acrescentando que no «pós-25 de Abril a região Norte foi sempre descriminada negativamente» no que diz respeito a investimento públicos ligados a infra-estruturas.

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