Por: tvi24 / CP | 5- 3- 2010 9: 53
O candidato à liderança do PSD Pedro Passos Coelho garantiu quinta-feira à noite, em Coimbra, que tem um projecto para
Portugal e está preparado para chefiar um Governo que introduza no país «uma perspectiva de eficiência e responsabilidade».
«Eu
acredito que possa ser o candidato que o país precisa, que o PSD precisa. Não me candidato empurrado por ninguém nem para
fazer a vontade a ninguém, candidato-me porque acredito que tenho um projecto para Portugal e que os países que têm lideranças
com projectos nacionais estão melhor colocados», afirmou, num jantar de militantes.
Falando para cerca de 250 pessoas,
Passos Coelho considerou que o actual Governo não vai chegar ao final da legislatura e assumiu que a disputa interna marcada
para este mês será uma escolha do candidato a primeiro-ministro de Portugal.
«Acho que está aos olhos de todos que
este Governo se está a desfazer. Julgo que quem olha para o primeiro-ministro e o vê a fazer campanha no próprio Partido
Socialista menos de seis meses depois de ter sido eleito, percebe que tem a data marcada e não vai conseguir terminar esta
legislatura», frisou.
«São os próprios socialistas que já não acreditam na capacidade deste Governo levar o seu
barco até ao fim. Ora eu não queria que o PSD fosse apanhado desprevenido nesta situação, pois a nossa obrigação é estarmos
preparados para chegar ao Governo o mais cedo, se essa for a vontade do país», acrescentou.
O candidato mostrou-se
favorável a uma segunda volta nas eleições do partido, caso nenhum candidato consiga maioria absoluta, mas em actos futuros.
«Há
dois anos, quando me candidatei, propus justamente que pudesse haver uma segunda volta e não houve ninguém no PSD que entendesse
que essa solução era preferível», recordou aos jornalistas.
«Não mudei de opinião. Portanto, não penso hoje de maneira
diferente. Acho curioso que todos aqueles que há dois anos se opuseram a essa solução tenham agora tanta pressa em institui-la»,
acrescentou o candidato.
Pedro Passos Coelho considera que se deve «estabelecer um quadro de estabilidade para as
eleições internas e que o pior que pode acontecer a um partido é andar a mudar as regras a meio do jogo».
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