Por: Redacção / CMM | 27- 5- 2010 14: 2
O líder do Bloco de Esquerda (BE), Francisco Louçã, afirmou esta quinta-feira que o Ministério da Saúde deve encontrar
outras opções para reduzir as despesas no sector, nomeadamente com a promoção de medicamentos genéricos, avança a Lusa.
«Se
pudéssemos subir dos 17 por cento que temos de quota de mercado de genéricos para três vezes mais, que é o que existe nos
países mais preocupados com a saúde, então poderíamos poupar para as famílias e para os mais pobres mais de 200 milhões de
euros no conjunto da despesa anual», afirmou Francisco Louçã.
O líder «bloquista» esteve esta manhã reunido com a
direcção da Associação Portuguesa de Genéricos (APOGEN) para discutirem propostas alternativas para a redução da despesa no
sector da saúde.
«O BE tem tido a preocupação de estudar em detalhe esta matéria e apresentar alternativas praticáveis
que permitam, simultaneamente, melhorar a qualidade da saúde, que é o objectivo mais importante e fazê-lo a custos menores
para as pessoas e para o Estado», acrescentou o responsável.
O Governo anunciou na segunda-feira dez medidas «para
uma gestão mais eficiente» do Serviço Nacional de Saúde (SNS), entre as quais a apresentação pelos hospitais públicos, numa
prazo de vinte dias, de um plano de redução de despesa, que inclui baixar pelo menos cinco por cento o custo com horas extraordinárias.
As
dez medidas anunciadas pela ministra da Saúde, Ana Jorge, contribuirão com 50 milhões de euros na redução global da despesa
do SNS, que se pretende que seja de mais de 100 milhões de euros até ao final do ano, com a aprovação de outras medidas.
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