Dois terços dos casos positivos de sarampo do atual surto são de profissionais de saúde com as duas doses necessárias da vacina, segundo o Ministério da Saúde.

O secretário de Estado adjunto da Saúde, Fernando Araújo, disse, nesta quinta-feira, aos jornalistas que não vê necessidade de tornar obrigatória a vacinação contra o sarampo, como chegou a sugerir o comissário europeu para a Saúde.

Vytenis Andriukaitis defendeu quarta-feira, em Bruxelas, a obrigatoriedade de vacinação para os profissionais de saúde e ainda a harmonização na União Europeia (UE) do calendário de imunizações para as crianças.

Fernando Araújo sublinha que as taxas de vacinação em Portugal são elevadas e que no Norte, onde se regista o atual surto, atingem os 98%, sendo que o governante não conhece um único caso de um profissional de saúde que tenha recusado a vacinação.

De acordo com o secretário de Estado, dois terços dos casos deste surto são de profissionais com o plano vacinal completo.

Fernando Araújo lembrou que, nos casos das pessoas vacinadas, a doença pode manifestar-se, mas de forma ténue e a capacidade de a transmitir aos outros é muito reduzida.

Aliás, é por grande parte das pessoas estar vacinada que o secretário de Estado considera que o surto acabou por estar mais limitado à região norte.

Fernando Araújo falava à margem da cerimónia que assinala o Dia Mundial da Tuberculose, que é celebrado no sábado.

Na terça-feira, o número de casos de sarampo confirmados no atual surto em Portugal subiu para 62 e os casos suspeitos da doença ascendia a 168, segundo dados da Direção Geral da Saúde (DGS).