As notícias tornadas públicas no último fim de semana, que colocam o Facebook no centro de uma polémica sobre usurpação de dados dos utilizadores da rede social para fins políticos, deram origem a um movimento que quer acabar com a rede de Zuckerberg. A hashtag #DeleteFacebook é já um dos tópicos principais do Twitter e conta já com o apoio de Brian Acton, fundador do Whatsapp, empresa que foi comprada em 2014, precisamente pelo Facebook, por 12 mil milhões de euros.

No Twitter, Brian Acton, escreveu “Está na hora”, seguido da hashtag #DeleteFacebook.

De acordo com investigações do The New York Times e do The Guardian, a Cambridge Analytica, uma empresa de consultoria, terá usado os dados de 50 milhões de utilizadores do Facebook para fins políticos. Os dados terão sido usados para influenciar votações no referendo sobre o Brexit e na eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, em 2016.

A investigação jornalística deixou os utilizadores das redes sociais revoltados com a fragilidade da privacidade no Facebook. Logo na segunda-feira, surgiu a hashtag #DeleteFacebook, que tem vindo a crescer de importância no Twitter, considerado um dos principais concorrentes do Facebook.

A revolta dos internautas cresceu depois de ter sido divulgado que o Facebook terá tentado travar a divulgação das notícias do The Guardian e do The New York Times. Essa alegada atitude foi encarada como censura e só veio piorar a imagem do Facebook, cujas ações caíram abruptamente em bolsa. Desde que rebentou o escândalo, de acordo com a Bloomberg, o valor do Facebook em bolsa já caiu 60 mil milhões de dólares (quase 49 mil milhões de euros).

Há também quem concorde com as justificações para a criação do movimento, mas apresente razões muito válidas para manter aberta a conta do Facebook: