A justiça brasileira confirmou a condenação de Lula da Silva, esta quarta-feira. O juiz relator Gebran Neto foi o primeiro a expressar o seu voto: o responsável votou pela condenação e aumento da pena de Lula da Silva para 12 anos de prisão. 

Depois, o juiz Leandro Pulsen e o juiz Victor Laus também votaram a favor da condenação e do aumento da pena.

Em primeira instância, o ex-presidente brasileiro tinha sido condenado a nove anos de prisão pelos crimes de corrupção e branqueamento de capitais.

O Ministério Público pedia o agravamento da pena, enquanto a defesa pedia a sua absolvição.

Este julgamento define o futuro pessoal de Lula da Silva e pode influenciar o desenvolvimento do processo político brasileiro antes das eleições presidenciais de outubro, nas quais o ex-presidente pretende apresentar-se como candidato do Partido dos Trabalhadores (PT).

O julgamento começou às 8:30 (10:30 Lisboa) e Lula da Silva acompanhou o mesmo na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo, São Paulo.

Em Porto Alegre, cidade onde o julgamento está a acontecer, centenas de manifestantes concentram-se desde segunda-feira perto da sede do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4), que analisa o recurso.

Desde as primeiras horas da manhã, o TRF4, localizado numa área central de Porto Alegre, está isolado e o trânsito de veículos e pedestres foi fechado, numa grande operação de segurança que inclui até mesmo atiradores de elite colocados nos telhados de alguns edifícios.

Neste processo, Lula da Silva foi acusado de ter recebido um apartamento de luxo na cidade litorânea do Guarujá como suborno da construtora OAS, que em troca teria sido favorecida em contratos firmados com a Petrobras.

Lula da Silva lidera todas as sondagens sobre as eleições até agora, mas uma eventual ratificação da sentença poderá impedi-lo de ser candidato.

Na terça-feira, o ex-Presidente participou num evento com milhares de manifestantes em Porto Alegre no qual disse que está interessado em falar sobre os problemas do Brasil, já que a sua inocência no processo em que está a ser julgado já foi comprovada pelos seus advogados.