Mário Centeno avançou com a sua candidatura à presidência do Eurougrupo e, em conferência de imprensa, disse aos jornalistas que o trabalho que a sua equipa tem feito à frente do Ministério das Finanças lhe deu confiança para tomar a decisão. Deixando subentendido que, apesar do desafio, as contas públicas portuguesas não ficarão para segundo plano, se for o escolhido.

“O lugar de presidente do Eurogrupo é ocupado por um ministro das Finanças”, respondeu.

“Temos um projeto que foi estruturado, pensado, muito elaborado e que tem sido guia de toda a atuação da política económica do Governo (…) e que tem dado frutos na nossa abordagem às dificuldades”, disse Centeno.

“Nunca tudo está preparado ou decidido, mas aquilo que é a robustez da condução da política económica, orçamental e financeira, que demonstrámos nos últimos anos, dá-me toda a confiança. Tenho uma equipa absolutamente extraordinária a trabalhar no ministério da Finanças”, afirmou.

Centeno disse que Portugal deve participar de forma ativa no momento em a zona euro vive um período de decisões importantes.

“Participo neste processo com a intenção de contribuir para a criação dos consensos necessários, para completar a União Económica e Monetária”, assumiu o responsável da pasta das Finanças.

“O futuro do país está ligado ao futuro da União Europeia”, acrescentou, dizendo que “é com esse espírito construtivo que abraço este desafio.”

 “Portugal soube ultrapassar desafios importantes”, comuns “a muitos países europeus”.

Por isso, referiu o ministro, “a nossa participação ativa na Europa, que já tem décadas de experiência, pode ser reforçada”, explicou, justificando a sua candidatura à volta de consensos no reforço da moeda única.

“A nossa ambição passa por incentivar o fortalecimento deste que é, sem dúvida, o maior projeto da União Europeia das últimas décadas”, disse Centeno, referindo-se à zona euro.