Stephen Hawking acredita que o tempo do Homem no planeta Terra não deverá ultrapassar os mil anos. As declarações do físico surgem um dia após a NASA anunciar que foi testado um propulsor que pode levar a humanidade a Marte.

Não acredito que viveremos mais mil anos sem sermos obrigados a deixar este planeta, para procurar outro. Por isso, tento fazer com que as pessoas se interessem mais pelo Universo”, disse Stephen Hawking durante uma palestra no festival Starmus, em Espanha, citada pelo El País.

Aos 74 anos, o físico, que sofre de esclerose lateral amiotrófica - uma doença degenerativa que paralisa os músculos do corpo, mas sem comprometer as funções cerebrais -, é um dos mais consagrados cientistas da atualidade.

O cientista, que desde sempre se interessou pela cosmologia, defende a investigação espacial como um recurso associado à sobrevivência humana. No best-seller Uma Breve História do Tempo, Hawking defende que o Universo não tem um começo nem um fim, descartando a possibilidade de haver um Deus que justifique a criação.

Nunca imaginei que fosse ter tanto sucesso nem sequer que alguém fosse entendê-lo completamente, mas apenas conseguir fazer com que as pessoas entendessem que vivemos em um universo governado por leis racionais e que podem ser descobertas e compreendidas.”

Em busca de uma “nova teoria para explicar a mecânica de como a informação retorna dos buracos negros”, o cientista da Universidade de Cambridge, reconhece que tem sido “uma época gloriosa para se viver” e que, nos últimos 50 anos, houve um “grande progresso” na compreensão do universo.

Hawking utiliza um sintetizador de voz para comunicar desde há 30 anos, após ter sido submetido a uma traqueostomia, que o deixou sem voz. Apesar de conseguir reunir poucas palavras por minuto, com o computador que utiliza, o cientista deixa um conselho: “Lembrem-se de olhar para cima, para as estrelas, e não para os pés”.

Progressos da NASA

A NASA continua a estudar uma forma de levar a humanidade até Marte.

Depois do CEO da Space X, Elon Musk, ter anunciado que quer lançar a primeira missão tripulada a Marte em 2024, a segunda volta de testes com o maior e mais poderoso propulsor do mundo já começou.

Este equipamento é o maior que a agência espacial norte-americana já construiu e tem como objetivo levar o Homem a Marte, bem como trazer ao planeta Terra mais conhecimento sobre o Universo.

O voo teste está previsto acontecer em 2018 com a nave espacial Orion.