O Produto Interno Bruto (PIB) registou no primeiro trimestre de 2018 uma taxa de variação homóloga de 2,1% (2,4% no trimestre anterior). O ritmo de crescimento mais baixo por trimestre, desde 2016.

O dado definitivo de crescimento da economia no primeiro trimestre deste ano foi divulgado esta manhã pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), e mantém aquilo que era a estimativa rápida de há cerca de 15 dias.

A procura externa líquida apresentou um contributo mais negativo para a variação homóloga do PIB, passando de -0,1 p.p. no quarto trimestre para -0,4 p.p., tendo as Exportações de Bens e Serviços a desacelerado mais que as Importações de Bens e Serviços", diz o INE.

O contributo mais negativo da procura externa líquida é compensado pela procura interna que "aumentou ligeiramente para 2,6 p.p. (2,5 p.p. no quarto trimestre), refletindo a ligeira aceleração do consumo final e do Investimento."

Esta evolução do Investimento foi determinada pelo comportamento da Variação de Existências, visto que a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) abrandou, devido, sobretudo, à componente da construção.

Comparativamente com o quarto trimestre de 2017, o PIB aumentou 0,4% em termos reais (0,7% no trimestre anterior).

"O contributo da procura externa líquida para a variação em cadeia do PIB foi negativo (-0,3 p.p.), contrariamente ao registado no trimestre anterior (0.5 p.p.), observando-se um crescimento das Importações de Bens e Serviços e uma estagnação das Exportações de Bens e Serviços. O contributo da procura interna situou-se em 0,8 p.p., mais 0,5 p.p. que no 4º trimestre, em resultado da aceleração do consumo privado e da FBCF", justifica o INE.

Os números do INE foram conhecido no mesmo dia em que Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) divulgou o relatório com as previsões económicas mundiais  - "Economic Outlook" - onde mostras estar ligeiramente menos otimista do que o Governo quanto ao crescimento económico, esperando que o PIB avance 2,2%, embora anteveja que a meta do défice seja alcançável este ano e o próximo.

A Organização estima que a economia portuguesa cresça "acima de 2% em 2018 e 2019", considerando que a "recuperação continuará a ser apoiada por reformas anteriores, comércio externo e procura interna favoráveis."

Segundo o relatório, que é coordenado por Álvaro Santos Pereira, ex-ministro da Economia do anterior governo PSD/CDS-PP e que é economista-chefe interino da OCDE, o PIB português deverá crescer 2,2% este ano e no próximo, ficando abaixo dos 2,3% que o executivo liderado por António Costa estima para cada um dos anos.