As buscas pelo avião da Air Asia desaparecido este domingo foram retomadas às primeiras horas do dia desta segunda-feira locais, antes da meia-noite em Lisboa. Um jornalista da tvOne, citado pela CNN, está a bordo de um dos aviões militares envolvidos nas buscas diz que a ondulação do mar e as nuvens carregadas no céu dificultam os trabalhos.
 
Um avião Airbus A320-200 da Air Asia, uma companhia malaia de baixo custo, com filiais em várias regiões da ásia, entre as quais a Indonésia, desapareceu este domingo, quando fazia a ligação entre a Indonésia e Singapura. Tinha 162 pessoas a bordo, incluindo 17 crianças. 


 
Descolou do Aeroporto Internacional de Juanda, na cidade indonésia de Surabaia. Escapou ao controlo dos radares às 05:35 locais, cerca das 21:35 de Lisboa. Cerca de 45 minutos depois, perdeu-se o contacto. Deveria aterrar em Singapura às 08:30 (00:30 na capital portuguesa), mas não chegou ao destino.
 
O presidente da companhia aérea, que tem raízes portuguesas, confessa no Twitter:  «Este é o meu maior pesadelo». 
 
Esta segunda-feira, as buscas foram retomadas, com aviões a patrulharem as águas. Sete navios e dois helicópteros também foram destinados às operações, avança a Agência Nacional de Resgate da Indonésia, citada pela CNN.
 
O mau tempo pode ter estado na origem do desaparecimento do avião. As equipas de resgate dizem que agora pode ser um fator que influencia a rapidez com que encontrar o avião.
 
Os Estados Unidos já ofereceram também ajuda para procurar o aparelho desaparecido.
O avião em causa saiu da fábrica em 2008 e foi alvo da última manutenção de rotina a 16 de novembro, ou seja, há cerca de mês e meio. O piloto tinha milhares de horas de voo de experiência, cerca de sete mil das quais ao serviço da Air Asia.
 
Este ano de 2014 foi negro e cheio de mistérios para as companhias aéreas da Malásia. A Malasya Airlines perdeu dois aviões este ano. O MH370 desapareceu a 8 de março, numa viagem de Kuala Lumpur para Pequim com 239 passageiros e tripulantes a bordo. A 17 de julho, o MH17 foi abatido sobre a Ucrânia, matando todas as 298 pessoas a bordo. À entrada do segundo semestre deste ano que agora termina,  já tinham morrido mais pessoas em desastres de avião do que em 2012 e 2013 juntos