A Bolsa de Lisboa perdeu 1,84%, num dia em que os 18 títulos que fazem parte do índice PSI-20 fecharam em queda.

As ações do BCP afundaram 5,66%, para 0,045 euros, penalizadas por fragilidades em Portugal e na Polónia, e questões de análise técnica, que exacerbam o efeito das quedas gerais no sector. "Em termos técnicos, confirma tendências de longo prazo de queda: o BCP tem vindo a quebrar suportes consecutivos", disse à Reuters Alfredo Mendes, operador do Banco Best em Lisboa. "Enquanto não houver definição do custo da venda do Novo Banco, e da questão dos custos de conversão dos empréstimos de francos suíços para zlotys, na Polónia, estes riscos continuarão a pesar sobre o título".

Ainda na banca, os títulos do BPI perderam 0,65% e os do Banif recuaram 2,56%.

No retalho, a Jerónimo Martins desvalorizou 3,63% e a líder do sector em Portugal, Sonae, perdeu 1,39%. A Sonae anunciou que vendeu a participação no projeto de investimento no retalho de Angola à empresária Isabel dos Santos. A parceria tinha sido anunciada em 2011, e visava explorar aquele mercado emergente em parceira com Isabel dos Santos.

Entre as energéticas, a Galp caiu 2,59%, para 8,503 euros. A BMO cortou o preço alvo que atribui à Galp para 10 euros, de 10,5 euros antes.

A EDP desceu 0,25% e a EDP Renováveis perdeu 0,98%. O banco HSBC subiu a recomendação da EDP Renováveis para 'Buy' de 'Hold', realçando que esta subsidiária da EDP tem potencial de crescimento, embora corte o preço-alvo em 4% para 7 euros por ação.

GLENCORE E VOLKSWAGEN PESAM

O índice europeu eurofirst 300 recuou 2,09% e entre as principais bolsas europeias, as descidas oscilaram entre 1,32% em Madrid e 3,03% em Atenas, num dia em que os destaques vão para as fortes quedas da mineira britânica Glencore e para a fabricante de automóveis alemã Volkswagen.

As ações da Glencore afundaram 29,4%, penalizadas por uma nota de 'research' negativa a alertar para a sua elevada dívida.

A Volkswagen recuou 7,5%, após ter tombado 30% na semana passada, fustigada por novos desenvolvimentos no escândalo de falsificação de dados de emissões poluentes dos seus automóveis. A Audi e a Skoda, duas das marcas do grupo alemão, disseram que 2,1 milhões de carros, no caso da Audi, e 1,2 milhões, no caso da Skoda, contêm o 'software' que permitia à Volkswagen falsear as emissões de testes.

Nos EUA, a meio da tarde, o índice Dow Jones caia 1,3% e o Nasdaq recuava 1,96%, depois de uma subida, maior que o esperado, dos gastos dos consumidores em agosto a validarem os comentários do presidente da Reserva Federal de Nova Iorque que antecipa a possibilidade do banco central dos EUA subir os juros já em outubro.

O euro apreciava-se 0,36% face à moeda norte-americana, em 1,1234 dólares, enquanto no mercado petrolífero, o barril de Brent recuava 2,3%, para 47,48 dólares em Londres, e o Light Crude caía 2,5%, para 44,56 dólares em Nova Iorque.