A Fórmula 1 irá adotar o halo, a partir da temporada 2018. Não há volta a dar, a utilização da estrutura vai mesmo avançar, mas terá em principio um novo nome que será discutido na próxima reunião do Grupo de Estratégia F1 no dia 7 de novembro.

Segundo o Autosport.com, estão em equação alguns nomes – menos “angelicais” que 'halo' (auréola)- como ‘caixa de segurança’. Os ‘anti-halo’ já arranjaram a sua quota parte de nomes, piadas e ‘memes’, mas terão mesmo de engolir em seco.

Eficaz ou não em caso de acidente?

Será o ‘halo’ capaz de salvar vidas? Ainda é cedo para responder a essa questão, no entanto a FIA garantiu desde cedo que com este tipo de estrutura, pilotos como Henry Surtees ou Justin Wilson podiam ter sobrevivido aos acidentes mortais dos quais foram vítimas.

A 19 de julho de 2009, Henry Surtees (filho do campeão F1 e MotoGP John Surtees) competia em Londres numa corrida de Fórmula 2 quando foi atingido na cabeça por uma das rodas do carro de Jack Clarke, que foi projetado após embater no muro de proteção numa curva. Não sobreviveu aos ferimentos. Tinha 18 anos.

Wilson, competia em Fórmula Indy no estado norte-americano da Pensilvânia e foi vítima de destroços do carro de Sage Karam. Após o choque, vários pedaços do carro do canadiano foram projetado, sendo que um desses acertou no capacete de Wilson. O britânico perdeu o controlo do carro e bateu no muro. Perdeu a vida aos 37 anos.

O número de cenários em que o halo poderia ter ajudado é esmagador, em comparação com o número de cenários onde poderia ter sido neutro ou prejudicial", garante a FIA.