O Tribunal de Santa Maria da Feira condenou esta segunda-feira a penas de prisão efetiva quatro dos oito arguidos, que estavam acusados de roubar clientes de prostitutas.

Entre os arguidos a quem foram aplicadas penas efetivas está um casal. Ele foi condenado a 11 anos de prisão e ela a seis anos de prisão, em cúmulo jurídico, por crimes de roubo e detenção de arma proibida. O filho do casal também era arguido no processo, mas foi absolvido de todos os crimes.

Durante a leitura do acórdão, o juiz presidente disse que estes crimes "são muito graves", questionando "como é que alguém pode levar um filho para uma situação de assalto no dia de aniversário, em que vê a mãe prostituir-se, e depois vai para o centro comercial fazer compras?".


Foram aplicadas a outros dois homens penas efetivas de nove anos e seis anos e três meses, por crimes de roubo e detenção de arma proibida.

Outros três arguidos (um homem e duas mulheres) foram condenados a penas suspensas entre os quatro e os cinco anos.

Todos os arguidos foram absolvidos do crime de sequestro.

Os crimes ocorreram entre março e abril de 2014, nos concelhos de Santa Maria da Feira e de Ovar, acrescenta a Lusa.

Na acusação do Ministério Público, foram identificados oito homens que terão sido atraídos pelas arguidas para a prática de atos sexuais em locais previamente selecionados onde, depois, apareciam os cúmplices que os agrediam e ameaçavam com uma arma branca, roubando-lhes dinheiro e objetos pessoais.

Os arguidos, que atuavam encapuzados, obrigavam ainda as vítimas a revelar os códigos dos cartões bancários, com os quais efetuavam levantamentos e aquisições de bens de consumo, vestuário, eletrodomésticos, material informático e outros objetos facilmente transacionáveis.

Os suspeitos, residentes em Vila Nova de Gaia, foram detidos pela Polícia Judiciária em maio do ano passado, tendo três deles ficado em prisão preventiva.

Na altura da detenção, a PJ assinalou que alguns dos suspeitos têm "vastos antecedentes criminais" pela prática dos mais diversos tipos de crime, mas onde pontificam essencialmente os crimes de sequestro, roubo, furto e lenocínio.