«O CDS acredita que vai ter um excelente resultado», disse, numa ação de campanha eleitoral no aeroporto da Madeira onde reivindicou tarifas aéreas, entre a região e o continente, idênticas às praticadas nos Açores - 134 euros ida e volta para residentes e 99 euros ida e volta para os estudantes.

José Manuel Rodrigues deixou duas perguntas ao eleitorado do arquipélago para refletir antes do ato de votar: «O líder de um partido que deixou a Madeira na falência, partido que conduziu a Madeira a um desastre económico e social, à mais alta taxa de desemprego do país, que fez com que os madeirenses paguem os mais altos impostos também de Portugal, este PSD vai ter maioria absoluta?».

O cabeça de lista do CDS perguntou ainda: «Este novo líder do PSD que foge a debates com os seus mais diretos adversários, que não apresenta equipa governativa, nem programa de Governo, vai merecer a confiança dos madeirenses e portossantenses?», reporta a Lusa.

«Eu acredito que não, acredito que no próximo domingo o CDS vai ser a grande surpresa destas eleições e, mais do que isso, estaremos no próximo Governo Regional, não pelo poder, mas para mudar a governação da Madeira e do Porto Santo», vaticinou.

Após 35 anos como terceiro maior partido da Região Autónoma da Madeira, nas eleições de 09 de outubro de 2011 o CDS tornou-se no segundo partido mais votado (17,63% dos votos) e elegeu nove dos 47 deputados da Assembleia Legislativa.

Os democratas-cristãos madeirenses apresentam como cabeça de lista às eleições legislativas regionais antecipadas de 29 de março José Manuel Rodrigues, presidente do partido desde 1999.

O Tribunal da Comarca da Madeira admitiu às eleições legislativas 11 listas, sendo oito partidos (PSD, CDS, BE, JPP, PNR, MAS, PND e PCTP/MRPP) e três coligações - Mudança (PS/PTP/MPT/PAN), CDU (PCP/PEV) e Plataforma de Cidadãos (PPM/PDA).

As eleições antecipadas acontecem na sequência do pedido de exoneração apresentado pelo presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, depois de ter sido substituído na liderança do PSD por Miguel Albuquerque.