A Grécia terá rejeitado a última proposta dos credores internacionais que prolonga o programa de assistência por mais cinco meses. O The Guardian está a avançar em última hora a informação veiculada através de fonte oficial do governo grego.

Segundo o jornal britânico, que citou a agência de notícias de Atenas, as autoridades gregas consideram que "o texto que foi dado à Grécia é ainda pior que o memorando". A mesma fonte considerou "inaceitáveis as táticas usadas pelos interlocutores que representam os credores internacionais".

De referir que a extensão do programa por mais cinco meses iria valer um empréstimo de 15,5 mil milhões de euros à Grécia, com disponibilização imediata de 1,8 mil milhões de euros. O governo helénico tem ainda de pagar 1,6 mil milhões de euros ao FMI até quarta feira. Apesar da recusa do governo helénico à nova proposta dos credores, as negociações vão prosseguir em Bruxelas. Sábado, às 13 horas, os ministros das Finanças da Zona Euro têm mais uma reunião, que pode, uma vez mais, ser decisiva.

De acordo com a agência Lusa, a última proposta apresentada à Grécia pelos credores em troca de reformas e esforços orçamentais "não pode ser aceite" dado que contém medidas "recessivas" e um programa de financiamento de cinco meses considerado "insuficiente", declarou hoje fonte governamental grega.

"A proposta das instituições (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) ao governo grego era para legislar imediatamente sobre medidas profundamente recessivas (...) como condição para um financiamento de cinco meses, o que é de todo insuficiente", afirmou o governo grego numa nota.


De acordo com o que foi divulgado, a proposta das instituições previa um prolongamento por cinco meses do programa de assistência financeira à Grécia e um pacote de pelo menos 12 mil milhões de euros a pagar em quatro prestações até novembro por europeus e FMI.
 

"É evidente que a proposta das instituições, mesmo sem ter em conta as medidas recessivas e socialmente destrutivas que prevê, deixa um buraco financeiro significativo para o período de prolongamento por cinco meses (do programa de assistência) e ainda mais preocupante, levaria a uma nova negociação difícil, e um novo memorando (de austeridade) no fim do ano", afirmou fonte governamental grega, citada pela Lusa.